Nascido de quem conhece os dois lados
Não é um projeto pensado de fora, por quem observa o problema à distância. É a resposta de quem domina a matemática e enxerga, de perto, quem ela deixa para trás.
Três experiências que se encontram
A proximidade com a dificuldade
Quem cria o Multiplica conhece de perto a dificuldade que tanta gente enfrenta com a matemática. Não é uma leitura distante: é a percepção concreta de um obstáculo que muitas pessoas atravessam sozinhas e sem apoio.
O olhar de quem é da área
Formação e atuação em matemática, estatística e computação permitem enxergar o problema de dentro e, mais importante, saber como enfrentá-lo com método e com as ferramentas certas.
A indignação com a desigualdade
A matemática é hoje uma das maiores barreiras que separam quem avança de quem fica para trás. Democratizá-la é, antes de tudo, um ato contra essa desigualdade.
Alguém que domina a matemática, enxerga de perto quem ela exclui e se recusa a aceitar que ela continue sendo um privilégio.
Uma barreira que virou marcador social
No Brasil e na América Latina existe uma resistência difundida à matemática. Para muita gente, ela é vivida como algo frio, abstrato e inacessível, associado a fracasso e a medo. Essa relação danificada começa cedo, na escola, e costuma acompanhar a pessoa pela vida adulta.
O efeito é duplo e se retroalimenta: as pessoas se afastam por receio e perdem oportunidades, enquanto o bom ensino segue concentrado em quem pode pagar. A matemática se torna, ao mesmo tempo, uma ferida pessoal e um marcador de desigualdade. É exatamente nesse ponto que o Multiplica decide agir.
Propósito, missão e visão
Propósito
Reconciliar as pessoas com a matemática, transformando-a de bicho-papão frio em algo belo, afetuoso e ao alcance de todos, e a partir dela ampliar o acesso à educação.
Missão
Tornar a matemática e a educação acessíveis, afetuosas e belas, despertando em crianças e jovens o prazer de descobrir e a confiança de aprender.
Visão
Ser uma referência brasileira em educação que reconcilia as pessoas com a matemática, com forte uso de tecnologia, acesso amplo e alcance nacional, expandindo com o tempo para outras áreas do saber e para o esporte.
O filtro para produto, comunicação e parcerias
Eles orientam tanto o conteúdo quanto o jeito de fazer do instituto.
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Afeto
Ensinar com acolhimento, paciência e respeito ao tempo de cada pessoa. O afeto é a resposta direta ao medo que afasta tanta gente da matemática.
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Beleza
Revelar a elegância, a harmonia e o sentido daquilo que se estuda, no lugar da apresentação árida e mecânica.
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Acesso
Levar conhecimento a quem tem menos. Combater a desigualdade é parte inseparável da missão, não um efeito colateral.
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Brasilidade
Uma identidade calorosa, próxima e enraizada na nossa cultura, que conversa de igual para igual com o público brasileiro.
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Rigor com leveza
Seriedade no conteúdo e leveza na forma. Dá para ser preciso e acolhedor ao mesmo tempo.
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Autonomia
Formar pessoas que aprendem a aprender, capazes de seguir sozinhas depois do empurrão inicial.
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